terça-feira, março 01, 2011

Por Mares Nunca Antes Navegados


Pretendo não escrever rimando
Pois te amando, me furto de ser clichê.
Em você, um tormentoso amor que me mantém acordada.
O dia na madrugada a me despertar.
"Acorda, Doce! Por que dormes?
Se é com os olhos assustadoramente abertos que sonhamos"
E segue iludindo a noite, projetando no céu de saturno os sonhos que inventa.
O homem com a certeza irascível de quem foi e quem é.
O menino que rouba estrelas e enfeita o futuro. Deixe-me seguir esse cometa.
Na cauda desse meteoro, o mundo passa em flashes relâmpagos.
Mas há de se notar a constelação em volta, menino!
Mercúrios, Júpiteres, Vênus, Uranos ainda circundam seu universo.
O vento acaricia a nossa pele e o cometa toma fôlego em meio aos outros corpos celestes.
A Terra do alto, de tão pequenina, parece uma ervilha rejeitada do almoço.
Mas tudo é uma questão de perspectiva.
Decidimos, pois, ver o mundo com lupas, presos aos detalhes das palavras, dos gestos, dos sabores, das cores, dos aromas, das almas...
E iludindo a noite, projetamos no céu de saturno os sonhos que inventamos.
Sim! Agora eu também posso ver!
Os pés livres me permitem navegar,
As mãos desatadas me permitem amar você.
Teria acabado rimando se este fosse o fim.
Mas eu não quero que seja...

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